Em Portugal, as mulheres ganham, em média, menos 16,3% que os homens.

A disparidade salarial entre homens e mulheres (Gender Pay Gap) na União Europeia a 28 registava, em 2017, o valor de 16% – o que significa que as mulheres ganharam, em média, 84 cêntimos por cada 1 euro ganho por um homem.

 

 

Na medição das desigualdades salariais, o Eurostat calcula a diferença de ganhos de género não ajustada (unadjusted Gender Pay Gap (GPG)).

Na Figura 1 apresenta-se os valores de Gender Pay Gap nos estados-membros da EU-28, em 2017, 2013 e 2008. As desigualdades salariais entre homens e mulheres diminuíram para a maioria dos países da União. Entre 2008 e 2017, as maiores descidas encontram-se na Lituânia (de 21,6% para 15,2%), no Chipre (de 19,5% para 13,7%), na Áustria (de 25,1% para 19,9%), na Islândia (de 20,7% para 15,5%), na República Checa (de 26,2% para 21,1%) e na Roménia (de 8,5 para 3,5%), com descidas iguais ou superiores a 5 p.p..

Em 2017, os países europeus onde existiam as maiores desigualdades eram na Estónia (25,6%), na Rep. Checa (22,1%) e na Alemanha (21%). Contrariamente, os países com as desigualdades mais reduzidas eram a Roménia (4,5%), o Luxemburgo e a Itália (ambos com 5%).

Portugal, além de pertencer ao grupo de países com as maiores desigualdades salariais, entre 2008 e 2017, foi o país da Europa que mais aumentou o seu Gender Pay Gap: mais 7,1 pontos percentuais (de 9,2% para 16,3%) – mais 3 pontos percentuais por comparação a 2014 (de 13,3% para 16,3% em 2017).

 

 

Na Figura 2, apresenta-se a evolução das desigualdades salariais em Portugal e na UE27, entre 2006 e 2017. O comportamento do indicador para a média Europeia tem sido relativamente estável, registando desde 2012 uma tendência de diminuição (menos 1,4 pontos percentuais, de 17,5% para 16,1%).

Se no caso da UE27, o ano de 2017 assinala o valor mais baixo de Gender Pay Gap de toda a série temporal em análise, o oposto sucedeu no caso português: embora se verifique uma descida desde 2015, nesse ano atinge-se o pico da desigualdade salarial entre homens e mulheres, ultrapassando inclusive a média europeia pela primeira vez. 

 

 

Atualizado por Inês Tavares

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