Os jovens que se encontram nestas situações involuntariamente aumentaram na maioria dos países europeus entre 2019 e 2020.

 

Na Figura 1, observa-se que em Portugal a proporção de jovens com contratos temporários subiu entre 2006 e 2015 (com exceção de 2012) e decresceu de 2015 a 2020: no primeiro momento subiu 17 p.p. e no segundo decresceu 10 p.p. Em 2020 existiam, portanto, cerca de 54% de jovens portugueses com contratos temporários. Na UE27 a proporção de jovens europeus nesta situação contratual é mais reduzida e regista um valor estável ao longo do período em análise: em 2016 registou os 48%, valor mais elevado, e em 2020 os 43%, valor mínimo.

No que diz respeito aos jovens a trabalhar a temporariamente de forma involuntária em Portugal, o indicador revela um aumento relativamente constante de 2006 a 2011 (mais 6 p.p.), e, desde esse ano até 2020, seguiu-se um decréscimo geral (menos 11 p.p.). No contexto europeu, este número é muito mais reduzido e constante, registando a proporção mais baixa em 2020 (29%).

 

 

 

 

 

 

A evolução da proporção de jovens com trabalho a tempo parcial em Portugal, entre 2006 e 2020, foi sempre superior à média da UE27 (Figura 2). Entre 2006 e 2020, o peso do trabalho part-time nos indivíduos entre os 15 e 24 anos em Portugal subiu cerca de 11 p.p. (de 9% para 20%) e a média europeia aumentou 5 p.p. (de 23% para 28%).

No que diz respeito aos jovens em trabalho a tempo parcial involuntariamente, embora muito acima da média europeia, o peso desta modalidade tem vindo a diminuir: entre 2011 e 2020, apesar de um ligeiro aumento em 2019, o indicador diminuiu 24 p.p. (de 56% para 32%). Os jovens europeus em part-time têm igualmente decrescido, particularmente entre 2014 e 2020, menos 8 p.p., de 30% para 22%.

 

 

 

Na maioria dos países da UE27, os jovens dos 15 aos 24 anos são o escalão etário mais afetado pelo trabalho temporário e pelo trabalho a tempo parcial. E também a maioria destes países registou uma diminuição dos jovens nestas situações contratuais, particularmente entre 2019 e 2020. No que diz respeito aos contratos temporários, verifica-se que, em todos os países da UE27, são os jovens entre os 15 e os 24 anos que apresentam uma maior proporção de indivíduos nesta situação (para informação detalhada consultar: Quadro 1 no indicador contratação temporária e trabalho a tempo parcial)

Em 2020 cerca de 46% dos trabalhadores jovens europeus tinham contratos de trabalho temporário, menos 3,6 p.p. face a 2019.  Entre 2019 e 2020 os países que registaram um aumento foram: a Bélgica, a Dinamarca, a Malta, a Finlândia, a Áustria, o Chipre, a Islândia e a Eslováquia (Figura 3). Neste escalão etário jovem e entre estes dois anos, a diminuição da proporção de jovens com contratos temporários é particularmente notória nos seguintes países: Grécia (menos 8 p.p.), Portugal (menos 6,2 p.p.) e Alemanha (menos 6 p.p.). Contrariamente, com um aumento entre estes anos, estão a Islândia (mais 3,4 p.p.) e a Bélgica (mais 3,3 p.p)..

Observa-se que a proporção de jovens a trabalhar com contratos temporários era superior à média da UE27 em Espanha, Itália, Portugal, França, Eslovénia, Polónia, Suécia, Suíça e Países Baixos. 

 

 

Na Figura 4 observa-se a proporção de jovens entre os 15 e os 24 com contratos temporários nos países europeus, por sexo. No geral verifica-se que, tendencialmente, as mulheres jovens têm proporcionalmente mais contratos temporários do que os homens. Em 2020, cerca de 47% das mulheres europeias tinham um contrato temporário face a 45% dos homens europeus.

 

 

Na Figura 5 apresenta-se a proporção de jovens que estão em situação contratual temporária de forma involuntária. Em 2020, a maioria dos países europeus apresentavam uma proporção de jovens em trabalho temporário de modo involuntário mais elevado que a média da UE27.

Existem diferenças muito evidentes entre estados-membros também no que diz respeito a este último indicador: Chipre (86%), Roménia (75%); Croácia (72%), Espanha (67%) e Portugal (66%) possuem os valores mais altos de indivíduos entre os 15 e 24 anos a trabalhar com contratos temporários involuntários. Na situação inversa, com a menor proporção de jovens com trabalho temporário involuntário estão a Áustria (2%), a Alemanha (2%) e a Suíça (3%).

 

 

Tal como o trabalho temporário, também o trabalho a tempo parcial tem vindo a ganhar dimensão junto dos jovens europeus nos últimos 10 anos. Em 2015, na União Europeia, a taxa de trabalho a tempo parcial nos indivíduos dos 15 aos 24 anos era de 31%. Esta proporção manteve-se estável até 2020 (para informação detalhada consultar: Quadro 3 no indicador contratação temporária e trabalho a tempo parcial).

Observa-se na Figura 6 que entre os países europeus onde o peso do part-time nos jovens era maior destaca-se a Holanda, onde 80% dos jovens estavam nesta situação contratual, valor igualmente estável nos anos mais recentes (2020 e 2019). Existem ainda um conjunto de países com proporções de jovens em part-time superior à média europeia: Dinamarca (63%), Noruega (58%), Islândia (53%), Suécia (51%), Irlanda (44%), Finlândia (42%), Espanha (37%) e Bélgica (36%). A Bulgária (5%), a Croácia (7%), a Hungria (8%) e a Eslováquia (9%) foram os países europeus com os valores mais baixos em 2020.

 

 

Na Figura 7 observa-se a proporção de jovens entre os 15 e os 24 em trabalho parcial nos países europeus por sexo. Observa-se que as mulheres jovens trabalham mais a tempo parcial do que os homens. Em 2020, cerca de 40% das mulheres europeias tinham um contrato de part-time face a 24% dos homens europeus. A distância entre os sexos é maior do que nos contratos temporários (16 p.p.).

 

Quando se observa o trabalho a tempo parcial involuntário (Figura 8) constata-se que a posição dos países se altera: é na Itália é onde se regista a maior percentagem de jovens a trabalhar a tempo parcial involuntário (77%). Por sua vez, os Países Baixos, onde este tipo de situação contratual está mais presente, regista dos valores mais baixos da europa (6%) no que respeita a trabalho parcial involuntário. Na situação inversa está a Roménia, com apenas 13% de jovens em part-time, porém mais de metade destes (63%) estão nesta situação involuntariamente.

 

 

 

image_print

Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Post comment