Em Portugal, a diferença salarial entre homens e mulheres tem vindo a aumentar desde 2018, correspondendo a 11,4% em 2020.

A disparidade salarial entre homens e mulheres (Gender Pay Gap) na União Europeia registava, em 2020, o valor de 13% – o que significa que as mulheres ganharam, em média, 87 cêntimos por cada 1 euro ganho por um homem.

 

 

Na medição das desigualdades salariais, o Eurostat calcula a diferença de ganhos de género não ajustada (unadjusted Gender Pay Gap (GPG)).

Na Figura 1 apresentam-se os valores de Gender Pay Gap nos estados-membros da União Europeia, em 2010, 2015 e 2020. É de notar que as desigualdades salariais entre homens e mulheres diminuíram na maioria dos países da UE em 2020, tendo a média europeia diminuído 0,7 pontos percentuais (p.p.) comparativamente com 2019. Entre 2010 e 2020, as maiores descidas encontram-se no Luxemburgo (de 8,7% para 0,7%), Chipre (de 16,8% para 9%), Espanha (de 16,2% para 9,4%), Estónia (de 27,7% para 21,1%) e Roménia (de 8,8% para 2,4%), todos com descidas superiores a -6 p.p.. Embora em menor número, houve países a aumentar a desigualdade salarial entre homens e mulheres, nomeadamente a a Letónia (de 15,5% para 22,3%), Malta (de 7,2% para 10%) ou Eslovénia (de 0,9% para 3,1%), todos com subidas superiores a 2 p.p..

Em 2020, os países europeus onde existiam as maiores desigualdades eram a Letónia (22,3%), Estónia (21,1%), Áustria (18,9%), Suíça (18,4%) e Alemanha (18,3%). Contrariamente, os países com as desigualdades mais reduzidas eram o Luxemburgo (0,7%), a Roménia (2,4%) e a Eslovénia (3,1%).

Em Portugal, o Gender Pay Gap aumentou entre 2010 e 2015 (cerca de 3,2 p.p.), e diminuiu entre 2015 e 2020 (cerca de -4,6 p.p.), tendo no total do intervalo em análise, entre 2010 e 2020, diminuído cerca de -1,4 p.p..

 

 

A Figura 2 apresenta a evolução das desigualdades salariais em Portugal e na UE27, entre 2010 e 2020. O comportamento do indicador para a média europeia tem sido relativamente estável, registando desde 2012 uma tendência de diminuição, correspondendo a -3,4 pontos percentuais, de 16,4% para 13%.

O Gender Pay Gap comporta-se de forma mais irregular em Portugal, verificando-se um aumento entre 2010 e 2012 de 2,2 p.p., nos anos seguintes sofreu oscilações positivas e negativas intercaladas, diminuindo de forma consistente de 2015 a 2018 (cerca de -7,1 p.p.). Desde 2018 que se regista um aumento até 2020, o último ano em análise, correspondendo esse aumento a 2,5 p.p..

 

Atualizado por Inês Tavares

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