Em Portugal, a diferença do salário entre homens e mulheres em percentagem do salário dos homens era de 10,6% em 2019.

A disparidade salarial entre homens e mulheres (Gender Pay Gap) na União Europeia registava, em 2019, o valor de 14,1% – o que significa que as mulheres ganharam, em média, 86 cêntimos por cada 1 euro ganho por um homem.

 

 

Na medição das desigualdades salariais, o Eurostat calcula a diferença de ganhos de género não ajustada (unadjusted Gender Pay Gap (GPG)).

Na Figura 1 apresentam-se os valores de Gender Pay Gap nos estados-membros da União Europeia, em 2019, 2014 e 2009. As desigualdades salariais entre homens e mulheres diminuíram para a maioria dos países da União. Entre 2009 e 2019, as maiores descidas encontram-se no Luxemburgo (de 9,2% para 1,3%), no Chipre (de 17,8% para 10,1%) e na República Checa (de 25,9% para 18,9%), com descidas iguais ou superiores a -7 p.p.. Embora em menor número, houve países a aumentar a desigualdade salarial entre homens e mulheres, nomeadamente a Eslovénia (de -0,9% para 7,9%) e a Letónia (de 13,1% para 21,2%), ambas com subidas iguais ou superiores a 8 p.p..

Em 2019, os países europeus onde existiam as maiores desigualdades eram a Estónia (21,7%), a Letónia (21,2%) e Áustria (19,9%). Contrariamente, os países com as desigualdades mais reduzidas eram o Luxemburgo (1,3%), a Roménia (3,3%) e a Itália (4,7%).

Portugal, embora tenha diminuído o Gender Pay Gap entre 2009 e 2014 (cerca de -4,9 p.p.), entre 2014 e 2019 aumentou cerca de 4,3 p.p., tendo no total do intervalo que se está a analisar, entre 2009 e 2019, aumentado cerca de 0,6 p.p., sendo um dos 8 países que aumentaram as desigualdades salariais entre homens e mulheres entre 2009 e 2019.

De notar que os dados referentes a Islândia, Noruega, Reino Unido e Suiça são de 2018, uma vez que são os últimos disponíveis.

 

* – dados de 2018

 

A Figura 2 apresenta a evolução das desigualdades salariais em Portugal e na UE27, entre 2010 e 2019. O comportamento do indicador para a média europeia tem sido relativamente estável, registando desde 2012 uma tendência de diminuição (-2,3 pontos percentuais, de 16,4% para 14,1%).

O Gender Pay Gap comporta-se de forma mais irregular em Portugal, com um aumento entre 2010 e 2012 de cerca de 2,2 p.p., nos anos seguintes sofreu aumentos e diminuições intercaladas e diminuiu de forma consistente desde 2015 até 2018 (cerca de -7,1 p.p.), registando-se um aumento de cerca de 1,7 p.p. entre 2018 e 2019.

 

Atualizado por Inês Tavares

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