Valor deste indicador em Portugal diminuiu fortemente nas últimas décadas. O país apresenta, ainda assim, uma  taxa de abandono de educação e formação um pouco acima da apurada no contexto da UE28.

 

A taxa de abandono precoce de educação e formação refere-se à proporção da “população residente com idade entre 18 e 24 anos, com nível de escolaridade completo até ao 3.º ciclo do ensino básico, que não recebeu nenhum tipo de educação (formal ou não formal) no período de referência” (INE).

Em Portugal, o valor desta taxa era, ano de 2018, de 11,8%, uma das mais altas entre os países em causa no Quadro 1 – embora apenas cerca de 1,2 p.p. acima do apurado em termos médios para os países da UE28. Na Islândia, em Espanha e em Malta, o valor deste indicador situou-se acima dos 17%, enquanto na Croácia era de apenas 3,3%. A taxa de abandono precoce de educação e formação é superior na população masculina do que entre as mulheres em quase todos os países europeus analisados (tal não se verifica somente na Bulgária e na Eslováquia). Em Portugal essa diferença é de 6 p.p., na Islândia de 13,1 p.p. e na Estónia de 9,7 p.p..

 

Quadro 1 - Taxa de abandono precoce de educação e formação, UE28, por sexo (2018) (%)

wdt_ID Países Total Homens Mulheres
1 Islândia 21.5 27.6 14.5
2 Espanha 17.9 21.7 14
3 Malta 17.5 19.4 15.5
4 Roménia 16.4 16.7 16.1
5 Itália 14.5 16.5 12.3
6 Bulgária 12.7 12.6 12.8
7 Hungria 12.5 12.6 12.3
8 Portugal 11.8 14.7 8.7
9 Estónia 11.3 16.1 6.4
10 Reino Unido 10.7 12.2 9.1
Países Total Homens Mulheres

Fonte: Education and training statistics – Labour Force Survey (Eurostat)

 

A Figura 1 permite observar a evolução deste indicador em Portugal e na UE28 entre 2002 e 2018. Se naquele primeiro ano existia um hiato muito considerável entre o valor apurado para Portugal face ao observado naquele conjunto de países (28 p.p.), em 2018 essa diferença diminuiu para 1,2 p.p.. No período analisado este indicador decaiu 33,2 p.p. em Portugal. Verificou-se, portanto, no arco de tempo em causa uma clara convergência entre Portugal e os países da UE28. Para se ter uma ideia ainda mais abrangente acerca da evolução deste indicador em Portugal, veja-se que, em 1992, metade da população residente com idade entre os 18 e os 24 anos, que tinha um nível de escolaridade até ao 3.º ciclo do ensino básico, não se encontrava a receber qualquer tipo de educação.

 

 

Atualizado por Inês Tavares

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